Seção 1 · O Problema
A Ponce vende equipamentos profissionais de estética e podologia para clínicas, profissionais autônomos e especialistas em tratamentos: aparelhos de fototerapia LED, equipamentos de eletrocautério, protocolos clínicos completos e toda a infraestrutura que uma clínica precisa para começar a operar com seriedade. O ticket médio gira em torno de R$ 2.000, e as vendas se fecham pelo WhatsApp, depois de uma conversa real entre o cliente e o time comercial. O anúncio cumpre o papel de abrir a porta. Quem faz a venda acontecer é o comercial, do outro lado dessa conversa.
Quando o Danilo procurou a Loocro pela primeira vez, no início de 2020 e em plena pandemia, a Ponce já estava no mercado há mais de uma década e ainda não tinha rodado uma campanha paga sequer. O market share da empresa girava em torno de 1%, o que significava, na prática, que 99% das clínicas potenciais continuavam comprando da concorrência. Havia produto, havia time comercial, havia mercado. Faltava o canal que levasse essas duas pontas a se encontrarem em escala.
A recomendação para procurar a Loocro veio de um consultor de marketing. A partir dali, construímos com a Ponce toda a operação de growth do zero: a estrutura das campanhas, o sistema de criativos, a segmentação de audiência e o rastreamento de conversão. Nos dois anos e meio que se seguiram, a receita mensal da empresa passou a girar acima de R$ 200 mil, com a Loocro cuidando integralmente da mídia paga.
Em dezembro de 2022, o Danilo e o sócio decidiram tentar um caminho diferente: trazer o marketing para dentro de casa e operar a estrutura por conta própria. Ao longo dos dois anos e meio seguintes, também experimentaram outras agências, em momentos distintos, na tentativa de encontrar um arranjo que funcionasse melhor para o momento da empresa.
Seção 2 · O Diagnóstico
Quando a Ponce voltou para a Loocro, em maio de 2025, tínhamos dois conjuntos de dados para ler lado a lado: o histórico dos primeiros dois anos e meio da parceria original, e tudo o que havia sido construído pela empresa por dentro e pelas outras agências durante o período em que ficamos fora. A leitura desses dois lados em conjunto deixou três pontos bem claros.
01O período fora deixou visível o que estava faltando.
Entre janeiro de 2023 e maio de 2025, a receita mensal da Ponce ficou em torno de R$ 199 mil em média. Não foi um colapso, mas também não houve crescimento sequer acima da inflação, que é o mínimo necessário para uma empresa se manter saudável no Brasil. A Ponce testou a internalização, experimentou outras agências ao longo desse tempo, e o atendimento inicial dessas trocas costumava ser atencioso. Com o passar dos meses, no entanto, o foco se dispersava e as parcerias acabavam perdendo intensidade. O que não conseguiu ser reproduzido, nem pela operação interna nem por essa sucessão de fornecedores, foi algo que costuma ser difícil de nomear: a camada estratégica que vem de trabalhar com dezenas de empresas em paralelo, o ritmo semanal de ter alguém de fora questionando as premissas que estão sendo seguidas, e a visão de mercado que nenhum prestador de serviço com atenção dividida consegue oferecer com a profundidade necessária.
02A conta de anúncios existente tinha valor real, e jogar tudo fora seria um erro caro.
Em dois anos e meio de operação, a Ponce havia acumulado um histórico relevante de sinal de pixel, de público trabalhado e de estrutura de conta. Resetar tudo e recomeçar do zero significaria voltar para uma fase de aprendizado das plataformas, e a empresa não tinha como sustentar essa pausa de performance no meio da operação. O caminho certo era assumir a conta intacta e reconstruir aos poucos, em cima do que já estava de pé, sem precisar destruir o que vinha funcionando para colocar o novo no lugar.
03B2B high-ticket consultivo é, na essência, uma operação que depende do time comercial.
O Danilo e o sócio são técnicos por formação, e conhecem o produto que vendem com profundidade. Mas nesse tipo de negócio o anúncio sozinho não fecha venda nenhuma: ele abre uma conversa pelo WhatsApp que precisa, do outro lado, de um time comercial preparado para conduzir essa conversa até o fechamento. Qualquer arquitetura de campanha que fôssemos montar tinha que ser pensada em torno da capacidade real desse time, porque, nesse modelo de venda, a qualidade do lead que chega importa muito mais do que o volume, e o perfil certo de comprador vale mais do que dez perfis errados juntos.
O diagnóstico se resumia a três movimentos: assumir a conta intacta sem destruir o histórico que tinha valor, reconstruir a camada estratégica e a criativa por cima da estrutura que já estava de pé, e desenhar as novas campanhas em sintonia com a capacidade real do time comercial.
Seção 3 · O Que Mudou
A Loocro assumiu a conta de anúncios da Ponce em junho de 2025 com a mesma estrutura e todo o histórico de pixel preservados. A ideia não era começar do zero, e sim proteger a receita que já estava entrando enquanto colocávamos a nova arquitetura no lugar, peça por peça, sem comprometer o que vinha funcionando para abrir espaço para o que precisava ser construído em seguida.
Arquitetura de campanha reconstruída em torno do funil real da Ponce.
No Meta, a segmentação foi montada por tipo de profissional (podologia, capilar e estética) e também por linha de produto, o que nos permite chegar até cada perfil de comprador com o argumento certo e o equipamento certo na frente dele. Em paralelo, ativamos campanhas de remarketing voltadas para o público de envolvimento, as pessoas que já interagiram com a marca dentro das redes sociais, e também para quem visitou o site sem fechar a compra, trazendo essas pessoas de volta para a conversa em momentos diferentes da jornada de decisão.
No Google, o foco principal está no fundo de funil, com campanhas calibradas em torno da segmentação por palavra-chave, capturando compradores que já estão procurando ativamente por modelos específicos de equipamento, por protocolos de tratamento ou por aplicações clínicas que precisam resolver. Mais recentemente, passamos a rodar também campanhas no YouTube Shorts usando os melhores criativos em vídeo que já tinham sido validados dentro do Meta, aproveitando o aprendizado de performance que veio de lá e estendendo o alcance da Ponce para um inventário diferente, com custo competitivo.
Relatórios migraram para ROAS segmentado por campanha, por audiência e por criativo.
O ROAS médio continuou ocupando o resumo mensal como métrica principal, e, como a tabela da próxima seção mostra, ele é notável por si só. Por trás desse número, no entanto, era o ROAS segmentado que conduzia a realocação semanal de orçamento, respondendo a perguntas concretas: qual audiência merecia receber mais investimento naquela semana, qual criativo estava carregando o canal nos resultados, qual campanha precisava escalar e qual já dava sinais de que era hora de cortar.
A camada estratégica voltou a ser ativa, como deveria.
Conversas semanais com o Danilo, olhando juntos o que estava funcionando, o que não estava, e o que valia testar em seguida. Aquela visão de mercado que só quem trabalha com dezenas de empresas em paralelo consegue ter na ponta da língua. O tipo de pensamento de fora do negócio que nenhum time interno, por mais qualificado que seja, consegue produzir sozinho sem essa perspectiva externa.
Seção 4 · As Métricas
| Mês | Receita (BRL) | ROAS |
| Jun/2025 | R$ 159.899 | 23,1x |
| Jul/2025 | R$ 273.448 | 24,8x |
| Ago/2025 | R$ 341.438 | 39x 1 ■ |
| Set/2025 | R$ 327.980 | 22,8x ■ |
| Out/2025 | R$ 363.392 | 23,1x |
| Nov/2025 | R$ 507.393 | 22,4x ■ |
| Dez/2025 | R$ 181.173 | 12,7x ■ |
| Jan/2026 | R$ 242.990 | 18,9x |
| Fev/2026 | R$ 254.243 | 15,0x ■ |
| Mar/2026 | R$ 364.599 | 22,8x ■ |
| Total / média 21x | R$ 3.016.555 | |
■ = recorde mensal histórico (melhor mês daquele mês-do-ano na história da empresa). 1 ROAS de agosto: receita mensal total dividida pelo investimento em Meta Ads.
Como ler essa tabela: São seis recordes mensais históricos batidos em dez meses de operação. 2025 fechou como o melhor ano da Ponce em treze anos de mercado, superando o recorde anterior, que tinha sido estabelecido em 2021 (justamente o último ano completo da primeira passagem da empresa pela Loocro). A receita mensal média desde o retorno está em torno de 52% acima da média mensal dos dois anos e meio em que a Ponce esteve fora, o que mostra que o salto não é uma soma de meses bons no encaixe da tabela: é o patamar da operação inteira que subiu.
R$ 3 milhões em receita atribuída, em dez meses de operação dessa segunda passagem.
Seção 5 · O Impacto no Negócio
Os recordes contam parte da história, mas não a parte mais importante. O que de fato mudou para o Danilo e para o sócio, com a volta da parceria, foi algo que custa a aparecer numa tabela de ROAS: o tempo deles foi devolvido ao trabalho onde eles geram mais valor.
Ambos são técnicos por formação. Cada hora que eles passavam preocupados com a performance das campanhas, comparando proposta de agência ou debatendo a direção criativa do próximo anúncio era uma hora a menos no produto que vendem, no atendimento das clínicas que confiam neles, ou nas conversas comerciais que fecham, uma a uma, tickets de R$ 2.000 que sustentam a empresa.
Com o retorno à Loocro, as reuniões semanais passaram a cobrir o que importa estrategicamente, e a execução voltou a rodar sem que eles precisem estar no meio dela. Os recordes que vieram em seguida não são apenas mérito das campanhas ficando mais bem ajustadas com o tempo: são também consequência direta dos fundadores conseguirem voltar a fazer o trabalho que só eles, dentro daquela empresa, conseguem fazer com a profundidade necessária.
"O que mais pesou quando voltamos foi a parte estratégica. Eu e meu sócio somos técnicos, e a gente sempre procurou alguém que pudesse ajudar com estratégia de vendas. Uma empresa só compra a ideia quando confia no parceiro."
Essa camada estratégica é justamente o que costuma ser mais difícil de construir dentro de casa, e foi por isso que a Ponce, depois de testar caminhos alternativos, acabou voltando.