Dois dados que decidem tudo
Tem dois números que você precisa saber antes de escolher um orçamento.
Primeiro: qual é o único evento que importa? Para app de assinatura, é conversão paga, com ativação de trial como proxy nos primeiros meses. Para B2B, é oportunidade qualificada, não preenchimento de formulário. Para e-commerce, é compra com margem positiva, não receita.
Segundo: quanto esse evento custa para você comprar agora? Se você não sabe, é a primeira coisa que o orçamento precisa responder.
Com esses dois dados, você faz a conta de trás para frente em vez de chutar.
Dimensionar pelo estágio
A plataforma precisa de mais ou menos 50 conversões por conjunto de anúncios por semana para otimizar. Esse é o limite. Mas você não precisa apontar a otimização para o evento final desde o início. Pode apontar para o sinal mais rico que o seu orçamento de partida consegue gerar.
Para um app, pode ser ativações de trial antes de ter conversões pagas suficientes. Para uma ferramenta B2B, pode ser pedidos de demo antes de ter negócios fechados suficientes. O evento que você otimiza primeiro deve ser próximo o suficiente da receita para prever ela, e frequente o suficiente para a plataforma aprender.
Valida enxuto, depois escala em direção ao evento que paga. O erro clássico roda nas duas direções: financiar ambição de escala com orçamento de validação, ou espalhar orçamento de validação como se já fosse hora de escalar.
Como os números ficam na prática
Nas contas que a equipe opera: R$ 3 a 5 mil/mês no B2B e no e-commerce, R$ 2 a 2,5 mil/mês no app. Esse é o piso para construir histórico real de conversão antes de decidir se escala.
Não são números mágicos. São o resultado da mesma conta aplicada a esses funis específicos. O seu número pode ser diferente. Mas o processo é o mesmo: faz a conta de trás para frente a partir do evento de conversão, do custo dele, e do volume que você precisa para o dado significar alguma coisa.